Sobre o Glaucoma Pediátrico

Glaucoma pediátrico ou glaucoma na infância é uma doença grave, que potencialmente pode levar à cegueira.

Apresenta-se por vezes como uma doença de difícil controle, e a família necessita deslocar-se de localidades distantes para centros onde encontra tratamento especializado e suporte, para a habilitação da visão.

A causa da doença está relacionada à malformação do sistema de drenagem do globo ocular (glaucoma congênito primário) ou a diversas doenças que cursam com elevação da pressão intraocular na crianças.

Esta sociedade é uma organização sem fins lucrativos, afiliada à Sociedade Brasileira de Glaucoma, destinada a profissionais envolvidos nos cuidados das crianças portadoras de glaucoma pediátrico.

Sintomas mais comuns
Fotofobia
A fotofobia é a condição visual em que a criança tem intolerância a ambientes com intensa luminosidade tanto natural quanto artificial.
Blefaroespasmo
É a condição ocasionada pela contração excessiva da musculatura ao redor dos olhos resultado da irritação constante da superfície ocular e da reação intensa à luminosidade.
Lacrimejamento
Crianças com glaucoma costumam apresentar um excesso de lacrimejamento. É uma condição que não está associada às lágrimas produzidas durante o choro.
Modificação do brilho dos olhos
A pressão dos olhos quando está alta em crianças, especificamente até os três anos, pode levar ao aumento do globo ocular e modificação da cor ou brilho dos olhos.
Opções de tratamento
Controle da pressão
O principal objetivo do tratamento do glaucoma é diminuir a pressão dos olhos. O controle da pressão evita a progressão da lesão do nervo óptico e das condições que modificam a estrutura do globo ocular. Na maioria dos casos, ao contrário do adultos, os colírios hipotensores não tem duradouro efeito e devem ser utilizados enquanto as abordagens cirúrgicas não sejam realizadas.
Goniotomia
É um procedimento cirúrgico em que é feita a comunicação entre o espaço interno do olho com o sistema de drenagem que não foi completamente desenvolvido. Para a realização desta cirurgia é necessário que o paciente tenha a córnea transparente, permitindo ao cirurgião a observação direta da região a ser tratada com o auxílio de lentes específicas.
Trabeculotomia
É a primeira opção cirúrgica em pacientes que têm grande opacidade de córnea, com altas taxas de sucesso. Nesse procedimento, a comunicação entre o espaço interno do olho e o sistema de drenagem é confeccionada através de uma abertura na parede externa do globo ocular em direção ao centro do olho. Pode ser repetida caso necessário.
Cirurgias fistulizantes
São procedimentos que comunicam a parte interna do olho com o espaço abaixo da conjuntiva. São geralmente indicadas caso não haja controle da pressão intraocular com a goniotomia ou a trabeculotomia. As modalidades deste grupo de cirurgias são a trabeculectomia ou os implantes de drenagem. Demandam um grande cuidado pós-operatório.
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