{"id":4660,"date":"2017-01-27T10:12:22","date_gmt":"2017-01-27T12:12:22","guid":{"rendered":"https:\/\/sbglaucoma2.websiteseguro.com\/paciente\/?p=4660"},"modified":"2017-01-27T17:01:19","modified_gmt":"2017-01-27T19:01:19","slug":"4660-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbglaucoma.org.br\/paciente\/4660-2\/","title":{"rendered":"Entrevista do Prof. Remo Susanna"},"content":{"rendered":"<div id=\"entrevista\">\n<h3>1- Fale um pouco sobre sua forma\u00e7\u00e3o, e de como e porque foi se dedicar ao estudo dos glaucomas sendo hoje um dos profissionais mais respeitados no mundo.<\/h3>\n<p>   O passo mais importante para minha forma\u00e7\u00e3o profissional foi uma resid\u00eancia bem feita com professores \u00e9ticos e competentes, e ter me tornado preceptor, o que aprimorou os meus conhecimentos. Posteriormente, fiz meu fellowship em Vancouver com um dos maiores glaucomat\u00f3logos da \u00e9poca, o Prof. Stephen Drance, que al\u00e9m de excelente professor tamb\u00e9m foi meu mentor, orientando-me em todos os aspectos tanto da vida profissional como pessoal.<\/p>\n<p>Dediquei-me ao estudo do glaucoma, pois esta doen\u00e7a sempre me fascinou e me fascina, pois at\u00e9 hoje, ainda \u00e9 a principal causa de cegueira irrevers\u00edvel no mundo. Desde 2001, os trabalhos publicados mostram que 15% dos pacientes em tratamento acabam ficando cegos em aproximadamente 10 anos, e o que me deixava e ainda me deixa desconfort\u00e1vel \u00e9 o fato da comunidade cient\u00edfica considerar este fato como aceit\u00e1vel. Como exemplo entre v\u00e1rios,  podemos citar o estudo publicado pelo  Prof. Arthur Sit e colaboradores da Clinica Mayo em Minessota que conclu\u00edram em trabalho recentemente publicado (Ophthalmology 2014): &#8220;A despeito dos grandes avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e do conhecimento sobre o glaucoma, 15% dos pacientes tratados ficaram cegos de um olho em um per\u00edodo m\u00e9dio de 6 anos, provavelmente por fatores n\u00e3o relacionados a press\u00e3o intraocular&#8221;. Esta conclus\u00e3o, al\u00e9m de vaga e perigosa, nos leva a crer que \u00e9 algo incontorn\u00e1vel, um mist\u00e9rio. <\/p>\n<p>Como se pode chegar a esta conclus\u00e3o se estes pacientes tinham apenas uma medida da press\u00e3o ocular a cada 4-6 meses e o pico press\u00f3rico nunca foi pesquisado?  In\u00fameros trabalhos publicados e editoriais mostram que o pico da press\u00e3o ocular \u00e9 o fator mais importante para a progress\u00e3o da doen\u00e7a. Apesar disso, por raz\u00f5es inexplic\u00e1veis, ainda atualmente alguns oftalmologistas e pesquisadores continuam a ignorar este fato. <\/p>\n<h3>2 &#8211; Como surgiu sua vontade para seguir a carreira de professor universit\u00e1rio? Ainda com rela\u00e7\u00e3o as suas atividades educacionais qual o segredo para que tr\u00eas de seus alunos se tornassem express\u00f5es internacionais ocupando lugar de destaque em universidades de alt\u00edssimo n\u00edvel. <\/h3>\n<p>Minha vontade de ensinar, e como consequ\u00eancia natural disto, de me tornar um professor universit\u00e1rio, veio desde o tempo da juventude, onde me dedicava ao ensino nos mais variados campos. Sem d\u00favida, ela foi apurada e estimulada pelos exemplos dos grandes professores que tive, entre eles, os professores Stephen Drance, Sergio Cunha, Celso Antonio de Carvalho, Jorge Alberto Fonseca, Marcos Goldchimidt, Hisashi Susuki e muitos outros, al\u00e9m de colegas com os quais convivi no Brasil e no exterior.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos  meus alunos que se tornaram express\u00f5es internacionais, Marcelo Nicolela, professor titular da Universidade de Dalhousie, Canad\u00e1; Felipe Medeiros, professor titular da Universidade de San Diego, Calif\u00f3rnia e Gustavo de Moraes, professor associado e chefe do setor de pesquisa da Universidade Columbia de Nova York, na realidade n\u00e3o h\u00e1 segredo. Tive um prazer enorme em ter convivido com eles . Pessoas maravilhosas com os quais caminhei junto por anos, compartilhando meus conhecimentos e experi\u00eancias. A eles, como para v\u00e1rios outros, ofereci oportunidades tanto no Brasil  como no exterior. Na verdade, as excelentes qualifica\u00e7\u00f5es destes colegas foram imediatamente aproveitadas e catapultadas pelas respectivas universidades. Outros colegas tamb\u00e9m s\u00e3o refer\u00eancias nacionais, entre eles o Roberto Vessani, Jair Giampani, a Wilma Barbosa, o Marcelo Hatanaka, o Ricardo Susuki, o Lisandro Sakata, e muitos outros. S\u00e3o colegas que demonstraram perseveran\u00e7a, disciplina, integridade e talento. O Brasil \u00e9 campe\u00e3o de desperd\u00edcios de jovens com estas caracter\u00edsticas e seria importante para o pa\u00eds que  todos n\u00f3s pud\u00e9ssemos oferecer oportunidades que promovessem um avan\u00e7o em sua carreira profissional.<\/p>\n<h3>3 &#8211; Agora, com rela\u00e7\u00e3o ao foco principal desta entrevista, o que te motivou a desenvolver o Implante de Susanna para glaucoma?<\/h3>\n<p>O principal motivo foi o fato de que o implante americano existente no Brasil tem um custo muito alto, o que o inviabiliza para a maioria da popula\u00e7\u00e3o carente. Este foi tamb\u00e9m o motivo pelo qual criei o primeiro implante de Susanna, que foi o implante mais utilizado no Brasil, na \u00e9poca fornecido pelo SUS. Com a cria\u00e7\u00e3o da ANVISA e a mudan\u00e7a das regras para a fabrica\u00e7\u00e3o de implantes, sua produ\u00e7\u00e3o teve que ser interrompida por v\u00e1rios anos. Neste per\u00edodo, tornou-se comum o h\u00e1bito de usar m\u00e9todos alternativos menos efetivos e com maior numero de complica\u00e7\u00f5es, como a crioterapia ou ciclofotocoagula\u00e7\u00e3o transcleral. Alguns colegas como o Dr. Jo\u00e3o Prata, ent\u00e3o presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma, estimaram a necessidade de mil implantes anuais para atender a popula\u00e7\u00e3o brasileira, outros colegas n\u00fameros ainda superiores.<\/p>\n<p>Nesta \u00e9poca, recebi um abaixo-assinado de 600 oftalmologistas para que n\u00e3o poupasse esfor\u00e7os para a cria\u00e7\u00e3o de um novo implante. Contudo, a lentid\u00e3o dos processos, aliada \u00e0s dificuldades com os \u00f3rg\u00e3os regulat\u00f3rios e com as numerosas f\u00e1bricas que visitei para estudar a possibilidade de execu\u00e7\u00e3o foram muito grandes, explicando o tempo de gesta\u00e7\u00e3o do implante, que foi superior a seis anos. Uma vez fabricado e com o protocolo de estudo aprovado pela ANVISA, alguns centros em oftalmologia foram escolhidos pelo investigador principal, o Prof. Augusto Paranhos, para a execu\u00e7\u00e3o do estudo. Foram eles: o departamento de oftalmologia da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo, da Universidade de S\u00e3o Paulo &#8211; USP, do Hospital S\u00e3o Jose de Belo Horizonte e do Hospital Humberto Castro Lima de Salvador. Este estudo foi aceito para publica\u00e7\u00e3o no Journal of Glaucoma, o que comprova seu alto n\u00edvel, contando com a importante contribui\u00e7\u00e3o do Dr. Tiago Prata na reda\u00e7\u00e3o do mesmo. <\/p>\n<h3>4 &#8211; Como foi o processo para conseguir com tecnologia desenvolvida no Brasil um implante de alta qualidade?<\/h3>\n<p>Ap\u00f3s visitas a in\u00fameras fabricas, encontrei a ind\u00fastria Kinner que foi muito receptiva atrav\u00e9s de seu diretor presidente Sr. Luis Carlos Lopes Silva e todos os funcion\u00e1rios que participaram do desenvolvimento do implante. Foram muitas idas e vindas tanto para a fabrica em Ribeir\u00e3o Pires como para meu centro cir\u00fargico onde atrav\u00e9s do uso de microsc\u00f3pios, filmes, fotografias e estudos de din\u00e2mica de fluxo discut\u00edamos as falhas, e as respectivas melhorias que poderiam ser feitas. Este processo durou aproximadamente dois anos, ap\u00f3s incont\u00e1veis viagens. O resultado obtido valeu todo o trabalho despendido: o implante ficou pronto para a produ\u00e7\u00e3o industrial. A distribuidora ADAPT tamb\u00e9m colaborou muito na comercializa\u00e7\u00e3o do mesmo e na redu\u00e7\u00e3o de seu pre\u00e7o, sendo seus respons\u00e1veis os Srs. Vagner Dantas e Alexandre Pinheiros.<\/p>\n<h3>5 &#8211; Fale um pouco das vantagens de se ter um implante nacional e dos resultados do estudo multic\u00eantrico com o Implante de Susanna.<\/h3>\n<p>O implante de Susanna \u00e9 mais fino que o de Ahmed FP e Baerveldt, (0,5mm contra 1,8 mm e 0.84 mm de espessura respectivamente), o que permite sua coloca\u00e7\u00e3o em conjuntivas fri\u00e1veis pouco el\u00e1sticas ou na presen\u00e7a de implante escleral para descolamento de retina.<\/p>\n<p>A \u00e1rea do implante \u00e9 de 200 mm2 enquanto o do Ahmed \u00e9 de 180 mm2, sendo poss\u00edvel  resultados melhores, pois a redu\u00e7\u00e3o da PIO \u00e9 fun\u00e7\u00e3o do tamanho do prato. O tubo \u00e9 mais fino e assim como a placa e sendo  mais flex\u00edvel diminuem  a possibilidade de extrus\u00e3o do tubo e da placa, sendo que esta  pode ser cortada e moldada de acordo com o espa\u00e7o sub-tenoniano dispon\u00edvel. Outras vantagens da menor espessura do tubo \u00e9 que sendo ele mais fino torna-se menor o risco de contato do tubo com o endot\u00e9lio corneano, iris, ou cristalino.<\/p>\n<p>O t\u00fanel escleral pode ser feito com agulha de insulina 26,5 gauge e provavelmente n\u00e3o haver\u00e1 necessidade de retalho escleral para cobrir o tubo desde que se fa\u00e7a um tunel escleral de 2-3mm de extens\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 necessidade de preenchimento da c\u00e2mara anterior com substancias visco-el\u00e1sticas. Os dois p\u00e9s anteriores do implante com 4 mm de extens\u00e3o permitem que o prato do implante fique a 9-10 mm do limbo, onde  deve situar-se desde que o mesmo seja fixado a 5-6 mm no limbo, evitando a sutura a 8-10 mm do limbo que \u00e9 necess\u00e1ria nos demais implantes, sendo tecnicamente mais dif\u00edcil e com maior possibilidade de perfura\u00e7\u00e3o ocular.  Tamb\u00e9m devido a sua flexibilidade, a placa pode ser dobrada para sua inser\u00e7\u00e3o, necessitando desta forma de uma incis\u00e3o menor.<br \/>\nAssociado a isso desenvolvemos tecnologia nacional, criamos empregos e os recursos gerados permanecem no pa\u00eds. Al\u00e9m disso, seu custo \u00e9 inferior \u00e0 metade do custo do implante de Ahmed.<\/p>\n<p>Os resultados de forma sum\u00e1ria est\u00e3o reproduzidos aqui sendo c\u00f3pia do publicado no  Journal of Glaucoma: \u201cForam inclu\u00eddos 58 pacientes com idade m\u00e9dia de 64,3 \u00b1 11,5 anos (19 Com glaucoma neovascular [grupo 1] e 39 com falha da primeira trabeculectomia [grupo 2]). O seguimento m\u00e9dio foi de 7,1 \u00b1 3,8 meses e a PIO m\u00e9dia antes do procedimento  foi 31,5 \u00b1 1,6 mmHg (intervalo: 18 a 68 mmHg) e ap\u00f3s de 12,6 \u00b1 0,7 mmHg (intervalo: 2 a 28 mm Hg) na \u00faltima visita de seguimento (P <0,01). O n\u00famero m\u00e9dio de medicamentos antiglaucoma utilizados Foi reduzido de 3,4 \u00b1 0,9 para 1,4 \u00b1 1,5 durante o mesmo per\u00edodo (P <0,01). Aos seis meses de p\u00f3s-operat\u00f3rio, as taxas de sucesso qualificado para os grupos 1 e 2 foram de 73% e 83% Respectivamente As principais complica\u00e7\u00f5es foram 2 eros\u00e3o conjuntival e 2 casos de hipotonia tardia. Conclus\u00f5es: Os nossos achados iniciais sugerem que o novo SGDD \u00e9 uma alternativa eficaz para glaucomas refrat\u00e1rios, com poucas complica\u00e7\u00f5es p\u00f3s-operat\u00f3rias a curto prazo\u201d\n\n\n\n<h3>6 &#8211; Finalizando, no seu ponto de vista quais s\u00e3o as perspectivas futuras na \u00e1rea do glaucoma?<\/h3>\n<p>Eu acredito que nos pr\u00f3ximos anos haver\u00e1 uma melhora no tratamento do glaucoma bem como do seu diagn\u00f3stico. Novos tipos de  tratamento, cirurgias mais eficientes, mais r\u00e1pidas e com menores comorbidades dever\u00e3o surgir. Medicamentos com libera\u00e7\u00e3o lenta permitir\u00e3o melhor qualidade de vida, fidelidade ao tratamento e controle mais uniforme da PIO.  A avalia\u00e7\u00e3o  mais acurada, continua e simples da press\u00e3o ocular e de seu perfil dever\u00e1 ser desenvolvida e aplic\u00e1vel a todos os pacientes. A Neuroprote\u00e7\u00e3o e a neurorregenera\u00e7\u00e3o aplic\u00e1veis a clinica dever\u00e3o surgir em um futuro n\u00e3o t\u00e3o distante.\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1- Fale um pouco sobre sua forma\u00e7\u00e3o, e de como e porque foi se dedicar ao estudo dos glaucomas sendo hoje um dos profissionais mais respeitados no mundo. 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